Quando a regra que permitiu a um peão mover duas casas na sua jogada inicial na sua jogada inicial foi adicionada, um peão poderia potencialmente fugir à captura pelo peão do adversário, avançando uma casa para lá da zona de ataque. A captura 'en passant' (do Francês “à passagem”) foi adicionada para evitar isso. A captura é feita exactamente como se o peão só se tivesse movido uma casa. Existem condições especiais para a captura 'en passant':
Um peão terá de se mover duas casas da sua posição inicial numa única jogada.
Um peão adversário deverá estar a atacar a casa por onde o primeiro peão passou.
O primeiro peão pode ser capturado como se tivesse mexido apenas uma casa.
A captura só poderá ser feita na próxima jogada do adversário. Se a captura não for feita, o primeiro peão está a salvo da captura 'en passant' durante o resto do jogo.
No diagrama abaixo, o peão branco não se moveu na sua posição inicial. A sua primeira jogada poderá ser de uma ou duas casas. A primeira casa está sob ataque do peão preto (o peão ataca na diagonal) e está indicada pelo X vermelho. O peão branco avança duas casas, evitando o ataque. Na jogada seguinte, o peão preto move-se para a casa onde o peão branco teria ido parar, caso só se tivesse movido uma casa na primei jogada. O peão preto ataca com sucesso o peão branco, capturando-o “en passant” (à passagem). O peão branco é então removido do jogo.

O roque usa o rei e uma torre, e é a única situação num jogo em que mais que uma peça pode ser movida numa única jogada. No roque, um rei é movido duas casas em direcção à torre e esta passa então para a casa do outro lado do rei.
O roque tem alguns requisitos rígidos:
Tanto o rei como a torre nunca se possam ter movido durante o jogo.
Não existam peças entre o rei e a torre.
O rei não esteja em xeque.
O rei não passe por uma casa que fique atacada pelos adversários.
O rei não termine a jogada numa casa que esteja a ser atacada pelo adversário. (O roque não pode terminar com o rei em xeque.)
Existem duas formas de efectuar um roque. Uma é o “roque do lado do rei”. Também é conhecida por “pequeno roque”, dado que é efectuado para o lado mais curto do tabuleiro, pelo que a torre só tem de se mover duas casas para o lado oposto do rei. Está representada no diagrama abaixo:

A segunda forma de roque é o “roque do lado da rainha”. Também é conhecida por “grande roque”, dado que é efectuado para o lado mais longo do tabuleiro, pelo que a torre tem de se mover três casas para o lado oposto do rei. Está representada no diagrama abaixo:

Nota:
No Knights, para efectuar o roque terá de mover o rei duas casas em direcção à torre. O Knights irá terminar a jogada do roque. Não mova a torre, porque aí o Knights irá assumir que só deseja mover a torre e não deseja um roque.
Quando um peão tiver atingido o outro extremo do tabuleiro, já não poderá mover-se mais, dado que o seu movimento é sempre para a frente e não para trás. O peão transforma-se então (é “promovido”) a uma rainha, torre, bispo ou cavalo. Esta promoção ocorre como parte da jogada. Normalmente, a peça escolhida é a rainha. As outras peças são normalmente escolhidas quando os seus movimentos possam ajudar no xeque-mate. O peão poderá ser transformado numa peça qualquer, mesmo que esta ainda esteja no tabuleiro. Por isso, poderá ter duas rainhas ou três torres, bispos ou cavalos em jogo ao mesmo tempo.